O Nerd da Quimica

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Nesta categoria você poderá ver as perguntas respondidas (elas foram feitas na categoria Recados / perguntas ). Se voce fez uma pergunta e procura pela resposta, escreva seu nome ou apelido, cidade e estado e clique em SEARCH (procurar) para encontrar sua resposta, um modo de tornar a busca mais fácil. Esse método ajuda a evitar redundância (duas pessoas com o mesmo nome, etc), evita procurar a sua entre várias outras respostas, além de ajudar a saber até onde vai a "fama" deste site.

Veja também: O NERD DA QUÍMICA - Yahoo! Respostas

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#53- Pergunta de ALFREDO F. ALVES (1)

--> PERGUNTA: ola: gostaria de saber como se faz o nitrato de prata. você poderia me ajudar? e se da para fazer por eletrolise. grato aguardo respostas alfredo f alves renovemaquinas@gmail.com fone:

--> RESPOSTA:

O melhor modo para produzir o nitrato de prata (AgNO3) em casa é a reação de um objeto de prata metálica com o ácido nítrico concentrado. Este deve ser conseguido em algum laboratório de indústria química, pois é um produto controlado pela lei, já que é usado na fabricação de explosivos. A prata reage formando nitrato de prata e liberando dióxido de nitrogênio, um gás castanho avermelhado:

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Ag + 2HNO3 --> AgNO3 + NO2 + H2O

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Esta reação deve ser feita na ausência de luz solar direta, pois ela decompõe todos os sais de prata. Deve-se tomar cuidado com o ácido nítrico, que é uma substância tóxica e extremamente corrosiva. O gás NO2 liberado é muito tóxico, irritante e corrosivo, causando problemas respiratórios se for inalado.

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 Nitrato de prata (AgNO3) sólido. 

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A prata normalmente não reage com os ácidos em condições normais, por ser menos reativa que o hidrogênio e, portanto, ela não consegue deslocar o H dos ácidos. Ela só reage com ácidos se for adicionado à solução um agente oxidante adequado, como a água oxigenada (H2O2). Entretanto, o ácido nítrico concentrado é um agente oxidante relativamente forte. Neste caso, o próprio ácido é o agente oxidante, pois oxida a prata (formando Ag2O (óxido de prata ) e sendo reduzido a NO2) e depois reage com o óxido formado gerando o sal (AgNO3) e água. A prata não reage com o HNO3 diluído, pois ele assim perde grande parte de seu poder oxidante.

Após se completar a reação, obtém-se uma solução muito ácida de AgNO3. Você poderá obter o produto desejado de dois modos diferentes:

1) Evapore a solução (na ausência de luz ou sob luz vermelha) em uma estufa ou capela, de preferência em um laboratório. A água e o ácido que não reagiu se evaporam, restando AgNO3 sólido. Não realize este procedimento em um recinto fechado inadequado como um quarto (os vapores do ácido podem se acumular no ambiente) e não tente evaporar a solução sob a chama de um fogão, pois o nitrato de prata aquecido tende a ser explosivo! (Detalhe: se você usar uma quantidade pequena de ácido concentrado em relação ao tamanho da peça de prata, o nitrato de prata poderá formar uma solução saturada e cristalizar, separando-se do ácido. Ele poderá ser então filtrado e seco, pronto para ser utilizado. veja o vídeo no final desta resposta para mais informações.) 

2) Adicione solução de hidróxido de sódio (NaOH, soda cáustica) cuidadosamente à solução ácida até precipitar um sólido marrom-escuro: é o óxido de prata (Ag2O). Ocorre uma reação de dupla-troca, formando o nitrato de sódio (NaNO3) e hidróxido de prata (AgOH), que se decompõe formando o óxido Ag2O e água. Após recolher por filtração e lavar cuidadosamente o óxido de prata, você poderá redissolvê-lo em ácido nítrico diluído (adicione o ácido sobre o óxido mexendo cuidadosamente até a completa dissolução do precipitado), formando uma solução mais pura de nitrato de prata. Vale lembrar que todos os compostos de prata são destruídos pela luz e devem ser sempre manipulados com pouca luz ou sob a luz de uma lâmpada vermelha. Pode-se proceder esta reação durante a noite e usar uma lanterna com a parte luminosa revestida por um pedaço de papel celofone vermelho dobrado 2 ou 3 vezes

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Para te ajudar a fazer este experimento, assista este vídeo.

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#52- Pergunta de GABI LAMEGO (1)

--> PERGUNTA: tenho que entregar um trabalho terça sobre o elemento quimico lantânio, estou revirando toda a internet e não to achando muitas informações sobre as utilidades e aplicações do elemento, e sobre os efeitos quimicos no ambiente e no corpo humano, você pode me ajudar?

--> RESPOSTA: Esta resposta vai ser muito fácil, pois eu já tenho disponível em um site associado um artigo inteiro que fala sobre o lantânio e sobre todos os lantanídeos. Ele poderá te ajudar bastante em sua procura e fui eu mesmo quem o escrevi. Veja este artigo neste link: http://qmcarquivos.webs.com/apps/blog/show/13800891-lantanideos-e-actinideos-parte-1-

Falta fazer uma pequena complementação: o Lantânio é um elemento considerado pouco a moderadamente tóxico para os humanos e para o ambiente. Ao ser absorvido pelo organismo humano, a eliminação é muito lenta. Apresenta propriedades anticoagulantes, de modo que a intoxicação por doses massivas do elemento (que são muito raras) pode causar hemorragias por deficiência na coagulação do sangue, bem como problemas no fígado, queda na pressão sanguínea e hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue). O lantânio não tem papel biológico algum, mas aparentemente ele acelera o metabolismo. O carbonato de lantânio (La2(CO3)3) é utilizado em alguns casos em tratamentos de pedras nos rins, por dissolver os fosfatos insolúveis que compõem essas pedras.

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1)2)

1) Lantânio (La) metálico; 2) Óxido de Lantânio (La2O3). 

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O lantânio (na forma de óxido) é muito usado como catalisador na indústria do petróleo durante o processo de craqueamento catalítico, em que frações mais pesadas e muitas vezes menos importantes (como o gasóleo pesado, a nafta, etc) são quebradas em frações mais leves e de maior valor agregado, como querosene, gasolina e óleo diesel. Também é usado na produção da pedra para isqueiros misturado com o cério, ferro e outros lantanídeos em proporções variáveis.

Os principais impactos ambientais do lantânio são sua extração e descarte: os produtos utilizados na extração deste elemento (que sempre ocorre junto com os outros lantanídeos) podem poluir o solo, a água e o ar. O lantânio descartado no ambiente pode se infiltrar no solo ou ser carregado até mananciais de água. A água enriquecida com lantânio não é muito tóxica ao organismo humano, mas pode manifestar problemas a longo prazo, principalmente para os organismos aquáticos e para as plantas que absorvem o elemento. O lantânio é um elemento de baixa toxicidade para os seres vivos e para o ambiente, mas seu excesso pode causar problemas.

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Veja mais aqui. 

 

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#51- Pergunta de JOÃO ASSUNÇÃO (1)

--> PERGUNTA: Hello ^^ Eu tenho duvidas na notação de lewis da molécula Ag4O4...Usei a teoria das orbitais moleculares, mas ainda não consegui colocar a notação correta. esta molécula tem dois iões Ag3+ e dois Ag+ ... Espero pelo ajuda

-->RESPOSTA: Me desculpe pelo atraso em te responder. Esse exemplo que você me passou é um caso raro em que a prata apresenta número de oxidação diferente de +1. Na maioria dos livros de Química a prata é considerada um elemento de nox fixo, isso porque compostos de prata +2 e +3 são extremamente raros, não sendo muito importantes para o estudo no ensino médio. Neste composto, o óxido de prata (I,III) ou óxido duplo de prata, metade dos átomos de prata apresentam seu nox normal de +1, enquanto os outros apresentam nox +3, que é pouco estável, muito oxidante e bastante raro. Estes outros estados de oxidação ocorrem porque a prata é um metal de transição, que podem utilizar elétrons pertencentes ao subnível d da penúltima camada para formar ligações. A prata normalmente perde apenas o elétron de valência, mas pode perder também os elétrons da camada anterior como outros metais de transição, mas é muito difícil de isso ocorrer porque os elétrons d no Ag já estão completos. Com o cobre (Cu) e o ouro (Au) o processo é mais fácil, de modo que o cobre apresenta nox +1 e +2 e o ouro, +1 e +3. Cobre +3, prata +2 e ouro +2 e +5 também existem, mas são muito raros.

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Óxido duplo de prata, Ag4O4.

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A fórmula do óxido de prata (I,III) é representada por Ag4O4, mas em muitos casos ela é simplificada para Ag2O2 ou mesmo para AgO. O motivo de a fórmula ser escrita como Ag4O4 é o de evitar confusão, pois a fórmula Ag2O2 poderia ser considerada erradamente um peróxido tal qual o H2O2, induzindo os mais leigos a acreditar que ele é formado por íons de prata comuns Ag+  e por íons peróxido, O2-2, o que não é o caso (a estrutura correta é AgIAgIIIO2). Igualmente, a fórmula AgO poderia ser erroneamente considerada como óxido de prata II, contendo o íon Ag+2. Esse óxido não existe. A notação Ag4O4 leva a entender, corretamente, que o óxido não é nenhum dos casos anteriores, mas sim um óxido duplo contendo dois tipos diferentes de íons de prata em sua estrutura, subentendendo-se que ele é um composto que pode ser considerado como sendo a associação entre o óxido de prata normal (Ag2O) e o óxido de prata III (Ag2O3) podendo ser representado pela notação Ag2O.Ag2O3.

 E agora, onde queremos chegar: como montar a notação de Lewis para esse composto?

É importante salientar que esse óxido é um composto iônico, por isso deve ser utilizada a notação de Lewis adequada para compostos iônicos. O composto contém 2 íons Ag+, 2 íons Ag+3 e 4 íons O-2. A notação de Lewis pode ser representada da seguinte maneira:

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Fica evidente que a prata possui neste composto estados de oxidação diferentes. Podemos simplificar esta notação de Lewis ainda mais, eliminando os íons repetidos da seguinte forma:

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O óxido duplo de prata é um sólido preto, muito oxidante e relativamente instável. Pesquisas recentes estão testando um novo processo para eliminar os vírus da AIDS usando partículas muito pequenas desse composto associado a algumas substâncias de modo que ele se ligue ao vírus e o mate ao oxidar seus componentes. Também parece manifestar esse efeito contra células cancerosas.

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Espero ter te ajudado...

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#50- Pergunta de RAFAEL (1)

 

 

 

--> PERGUNTA: to querendo saber sobre a fimilia do fosforo,simbolo a ocorrencia de onde ele e encontrado ea aplicaçoes 

--> RESPOSTA: O fósforo é um elemento classificado como não-metal situado na família 5A (ou grupo 15 pela nomenclatura moderna) e no terceiro período. Seu número atômico é 15 e o símbolo é P. É um elemento sólido podendo ser encontrado em três formas alotrópicas distintas: o fósforo branco, P4, que é um sólido branco ou amarelado mole como cera e que pega fogo espontaneamente em contato com o ar, o fósforo vermelho, (P4)n, formado pela polimerização do fósforo branco, sendo um sólido marrom estável e a forma mais comum do elemento, e o fósforo preto, Pn, um sólido semelhante ao grafite que tende a se transformar no P vermelho. O fósforo existe nos estados de oxidação de -3 até +5, sendo um elemento reativo com muitos compostos e diversas aplicações comerciais. É um dos elementos mais importantes para os seres vivos, presente em intermediários metabólicos responsáveis pelo armazenamento de energia química proveniente dos alimentos (ATP) e na estrutura do DNA. O fósforo é um mineral essencial para o metabolismo do organismo animal onde possui um papel muito importante no desenvolvimento e manutenção das estruturas ósseas. É um componente indispensável para a formação do ATP, dos ácidos nucléicos e faz parte dos fosfolipídios que integram e dão flexibilidade às membranas celulares.

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Formas alotrópicas do fósforo: fósforo branco (à esquerda), fósforo vermelho (fotos do meio) e fósforo preto (à direita), conhecido também como fósforo violeta em alguns casos.

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O fósforo ocorre na Terra em uma variedade de minerais do tipo fosfato (que contém P na forma do íon

PO4-3), tais como a apatita (fosfato de cálcio, Ca3(PO4)2) e seus derivados, como a hidroxiapatita e a fluoroapatita, a monazita (fosfatos de terras raras (escândio, ítrio e lantanídeos), como o fosfato de cério III, CePO4), a turquesa, etc. Estes minerais são amplamente difundidos na face da Terra, havendo grandes reservas em vários países como a Rússia, o Marrocos e os EUA, que são grandes produtores de apatita.

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1) 2)

3)4) 5)

 Minerais de fósforo: 1) cristais de apatita bruta; 2) gemas de apatita, utilizadas na produção de joias. As cores diferentes são devido a impurezas presentes misturadas ao fosfato de cálcio (Ca3(PO4)2) contido no mineral. 3) Os ossos são formados por hidroxiapatita (Ca10(PO4)6(OH)2) associada a materiais orgânicos. 4) A Autunita (Ca(UO2)2(PO4)2) é um mineral de onde se extrai o urânio, pertencente ao grupo dos fosfatos. 5) a Monazita é um mineral composto por fosfatos de terras-raras misturados em proporções diferentes (CePO4, LaPO4, NdPO4, GdPO4, EuPO4, TbPO4, ErPO4, ScPO4, YPO4, etc), sendo uma fonte importante para a extração do escândio, do ítrio e dos lantanídeos, especialmente o cério (Ce). Pode conter também alguns outros elementos em quantidades vestigiais, como o tório (Th), que confere uma certa radioatividade natural a esse mineral.

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Existem diversas aplicações do fósforo na indústria, sendo que é um dos elementos de maior importância industrial. O fósforo na forma de fosfato é muito utilizado como adubo químico na produção de fertilizantes, devido à sua importância no desenvolvimento das plantas. O excesso, entretanto, favorece o desenvolvimento de algas venenosas em lagos e rios, processo conhecido por eutrofização. O fósforo vermelho é utilizado na produção dos palitos de fósforo e o fósforo branco é muito utilizado na produção de bombas incendiárias. Os compostos do fósforo são utilizados na indústria farmacêutica, na indústria alimentícia e pela indústria química. O pentóxido de fósforo (P2O5 ou P4O10) é um poderoso desidratante, muito utilizado nas indústrias químicas. O ácido fosfórico (H3PO4) possui aplicações importantes em diversos processos industriais. Também é usado na produção de pasta de dente, do pó fosforescente do interior de algumas lâmpadas, como conservante alimentar, em detergentes, cosméticos, etc.

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O fósforo está presente em muitos produtos de limpeza, nos palitos de fósforo, em conservantes alimentares e na formulação de diversos fertilizantes agrícolas. 

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#49- Pergunta de ANA (1)

 

 

--> PERGUNTA: como faço para fazer a estrutura dessa cadeia? tenho muita dificuldade explique passo a passo... H3CCH2CH(CH3)2 DESDE JÁ OBRIGADA 

--> RESPOSTA: Para montar esta estrutura, você precisa saber que o carbono sempre vai formar 4 ligações. Os hidrogênios só podem formar uma ligação. Eles estão ligados somente nas "pontas", nunca no meio da cadeia.

O grupo -CH3 é um carbono ligado a 3 hidrogênios. A ligação que falta será feita com outro átomo de carbono. O grupo -CH2- é um carbono com 2 hidrogênios que está no meio da cadeia, entre 2 outros carbonos e o grupo >CH- é um carbono que está ligado a um H e a outros 3 carbonos. Os grupos CH3 sempre ficam nas extremidades da cadeia, enquanto os grupos CH2 e CH ficam no meio da cadeia. A representação -CH(CH3)2 significa que o grupo CH está ligado a dois grupamentos -CH3.

A cadeia principal é aberta, formada por 4 carbonos e contendo uma ramificação (um dos CH3 ligados ao CH).

Para montar a cadeia deste composto, proceda da seguinte maneira:

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1- Desenhe o esqueleto da cadeia linear principal de 4 carbonos. Eles devem estar todos ligados entre si.

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 C - C - C - C

. 

2- Adicione o carbono da ramificação a um dos dois carbonos do meio da cadeia (no caso o terceiro a partir da esquerda).

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 C - C - C - C

...........|

.......... C

 

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3- Complete as valências que faltam do carbono com os hidrogênios. Lembre-se: o carbono deve formar 4 ligações.

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 CH3 - CH2 - CH - CH3

..................|

................. CH3

 

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Logo, a única forma de desenhar essa cadeia será assim:

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Espero ter dado uma boea resposta.

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#48- Pergunta de STÉFANY (1)

--> PERGUNTA: Olá .. tudo bem ? Eu tenho que apresenta uma trabalho amanha na escola sobre os Fenóis, e tenho que falar sobre as propriedades físicas .. Poderia me ajudar ?

--> RESPOSTA: Me desculpe por qualquer atraso em te responder, pois ultimamente não estou com muito tempo livre. Vou te passar algumas características dos fenóis:

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1) 2)  3)

Estrutura de alguns compostos pertencentes à função orgânica fenol: 1) fenol comum, também chamado ácido fênico; 2) cresóis e 3) eugenol.

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- Físicas: Os fenóis são geralmente sólidos cristalinos com odor forte característico, pouco solúveis em água, tóxicos, cáusticos (corrosivos para a pele) e de cor geralmente branca (podem se apresentar coloridos por alguns produtos de oxidação). Alguns compostos relacionados (como o eugenol) podem ser líquidos.

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1)  2) 3)

1) Fenol comum (C6H5OH) no estado sólido. 2) Soluções de fenol são incolores, mas com o passar do tempo se tornam coloridas devido à formação de produtos de oxidação. 3) A creolina é uma solução alcalina concentrada de cresolatos de sódio, que são sais formados pela reação dos cresóis (orto, peta e para metil fenol) com hidróxido de sódio (NaOH, soda cáustica). A cor escura se deve aos produtos de oxidação dos cresóis.

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- Químicas: Os fenóis são compostos que apresentam o grupo -OH ligado diretamente a um anel benzênico, apresentando propriedades distintas dos álcoois. Se apresentam geralmente no estado sólido e apresentam odor característico. Os fenóis apresentam caráter ácido pronunciado, devido ao fato de o íon negativo formado (fenolato, fenato ou fenóxido) ser estabilizado por ressonância. Contudo, são ácidos fracos, mais fracos que o ácido carbônico e por isso, diferentemente dos ácidos carboxílicos, os fenóis não reagem com bicarbonatos. Reagem com bases fortes formando sais denominados fenóxidos.

.

 

 Reação entre o fenol comum e hidróxido de sódio com formação do fenóxido de sódio.

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O íon fenóxido é estabilizado por ressonância: a carga negativa está "espalhada" entre o átomo de O e os carbonos das posições orto e para do anel benzênico. Por causa disso, é mais difícil para o íon H+ voltar, por isso os fenóis apresentam uma acidez muito mais forte que a dos álcoois. 

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 Os fenóis são muito pouco solúveis em água, mas os sais de fenolato são altamente solúveis, formando soluções muito concentradas (a creolina é um exemplo de solução de fenolatos (cresolatos de sódio) usada como anti-séptico). Apresentam propriedades anti-sépticas, por isso muitos deles são usados como desinfetantes. Os fenóis são tóxicos e irritantes para a pele, olhos e mucosas, devido a suas propriedades queratolíticas (destróem a queratina da pele). Fenóis são lentamente oxidados pelo oxigênio do ar formando quinonas coloridas, de modo que as amostras de fenóis, brancas, com o tempo se tornam coloridas pela presença desse produto de oxidação.

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1) 2) 3) 

A benzoquinona (1), um composto amarelo (2), é o principal produto da oxidação do fenol comum. Soluções de fenol oxidadas (contendo benzoquinona) apresentam uma cor escura, em geral avermelhada (3).

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Espero ter ajudado...

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#47- Pergunta de JOSÉ ALBERTO (1)

 

 --> PERGUNTA: SiH4, PH3, H2S, CCl4, CH3Cl, HCl, HF, N2, NH4, NH3,PH5, AsH3 e H2O : Quais são polares? Quais são lineares? Quais apresentam ligações múltiplas ? e ligações Coordenadas ? se puder por favor explicar a resposta. Obrigado. 

--> RESPOSTA:
De todas as moléculas que você me passou, são polares: HF, HCl, H2O, H2S, NH3, PH3, AsH3 e CH3Cl.
São moléculas apolares o SiH4, o CCl4 e o N2.
As moléculas lineares são o HCl, o HF e o N2. Todas as moléculas que possuem apenas 2 átomos são lineares.
A espécie NH4+ é um íon positivo. Ele apresenta em sua molécula uma ligação dativa, formada quando a molécula de NH3 usa seu par de elétrons isolado para se ligar a um íon H+. Quanto à polaridade, todos os íons são polares.
Das moléculas passadas, apenas o N2 apresenta uma ligação múltipla (no caso uma ligação tripla). As demais possuem ligações simples e o íon amônio possui uma dativa.
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1) 2)
1) Íon amônio, NH4+. 2) Gás nitrogênio, N2.
 
.
 
Desses compostos, são polares o H2S (ácido sulfídrico), HCl (ácido clorídrico), CH3Cl (clorometano / cloreto de metila), H2O (água), HF (ácido fluorídrico), AsH3 (arsina), NH3 (amoníaco) e PH3 (fosfina). Esses compostos apresentam em suas moléculas átomos com eletronegatividades diferentes e suas ligações, portanto são ligações covalentes polares. Em compostos como HF e HCl, é fácil determinar a polaridade da molécula: os elétrons da ligação ficam mais próximos do elemento mais eletronegativo (F ou Cl), fazendo com que ele apresente uma carga parcial negativa, enquanto que o H passa a ter uma carga parcial positiva.  
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A seta em vermelho indica que os elétrons estão mais deslocados para o elemento mais eletronegativo (F). O sentido do deslocamento dos elétrons (momento dipolar) é um vetor que possui uma direção e intensidade definidos.
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Como a molécula tem apenas 2 átomos, um formará um polo positivo (o H) enquanto o outro (F ou Cl) constitui o polo negativo da molécula.
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Se a molécula em questão contiver mais de 2 átomos envolvidos, a determinação da polaridade da molécula é um pouco mais difícil. Observa-se que em moléculas simétricas em que o átomo central não possui pares isolados de elétrons, os vetores do momento dipolar se cancelam e a molécula passa a ser apolar, mesmo que as ligações sejam polares. Exemplos de moléculas assim incluem o silano (SiH4), o tetracloreto de carbono (CCl4), o metano (CH4), cujas moléculas apresentam formato tetraédrico; o vapor de fluoreto de berílio (BeF2), o gás carbônico (CO2) e o acetileno (C2H2), que possuem formato linear simétrico, e o trifluoreto de boro (BF3) que possui formato triangular. 
 
1)2)3)4)
1) Em moléculas simétricas, como CH4 (metano), SiH4 (silano) e CCl4 (tetracloreto de carbono), os átomos apresentam um arranjo rigorosamente simétrico em torno do átomo central. Consequentemente, todos os vetores se cancelam, de modo que a molécula é apolar. 2) O acetileno (C2H2) é uma molécula linear perfeitamente simétrica. Os dipolos se cancelam e ele é apolar. 3) O trifluoreto de boro (BF3) é um gás apolar, pois os átomos de F estão em um arranjo triangular simétrico em relação ao átomo central. 4) O dióxido de carbono (CO2) é uma molécula linear simétrica e, portanto, apolar. 
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1)  
2)3)
Em uma molécula simétrica, os vetores de dipolo têm a mesma intensidade, mas apontam em direções opostas. Por causa disso, eles se cancelam, de modo que a molécula passa a ser apolar (1a e 2). Se a molécula não for simétrica em relação ao átomo central, os vetores não se anulam. A molécula será portanto polar (1b e 3).
Comparação: duas pessoas com a mesma força no cabo de guerra puxam a corda em direções opostas. Nenhuma das duas irá "ganhar" a competição ou sair do lugar. Se puxarem a corda para a mesma direção, elas vão sair do lugar.
 
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Se a molécula for assimétrica (tiver pelo menos um átomo diferente ou pelo menos um par de elétrons isolado), os vetores do momento dipolar não se cancelam e a molécula será polar. Exemplos incluem água (H2O) e ácido sulfídrico (H2S), cujas moléculas têm 2 pares de elétrons isolados e formato angular (em forma de "V"), e moléculas como o NH3, o PH3 e o AsH3, cujas moléculas têm 1 par isolado de elétrons e são piramidais (formato tetraédrico sem a parte de cima).
A presença de pares de elétrons não-ligantes (pares isolados) em torno do átomo central faz com que a molécula se torne assimétrica e, portanto, polar.
.
1) 2) 
1) Moléculas como H2O, H2S, H2Se, etc apresentam forma angular assimétricae são, portanto, polares.
2) Moléculas como NH3, PH3 e AsH3 apresentam formato piramidal, que é assimétrico. São moléculas polares. A coisa azul sobre o átomo rosa da molécula é o orbital ocupado pelo par isolado de elétrons.
.
Se a molécula tiver átomos arranjados de modo simétrico ao redor do átomo central mas pelo menos um desses átomos for diferente, os dipolos não irão se cancelar e a molécula será polar. Este é o caso do CH3Cl, CH2Cl2 (diclorometano), CHCl3 (clorofórmio) e CCl2F2 (freon).
.
.
1) 2)
1) No clorometano (CH3Cl), a organização dos átomos em torno do C central é tetraédrica, mas o átomo de Cl quebra a simetria da molécula. A soma dos valores dos vetores não dá zero, os dipolos não se anulam e a molécula é polar.
2) No ácido cianídrico (HCN), embora seja linear, os átomos em torno do C central são diferentes. Consequentemente a molécula é assimétrica e polar.
.
.
A espécie PH5 (fosforano) é um composto extremamente instável que se decompõe formando PH3 e hidrogênio. Sua molécula apresenta formato de bipirâmide triangular, que é uma forma assimétrica. A molécula seria, portanto, polar. Compostos relacionados como o pentacloreto de fósforo (PCl5) são conhecidos e também são polares.
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Molécula com geometria bipiramidal triangular.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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#46- Pergunta de JÚLIA (1)

--> PERGUNTA: Socorro! Já revirei a internet toda e não encontrei as etapas separadas de ionização/dissociação principalmente dos oxiácidos (como montar as reações) e não estou conseguindo entender :( é meio urgente, você pode me ajudar? EXEMPLO: H3PO3 (que é exceção). Outra coisa, os elementos possuem nox fixo ou pode mudar de acordo com a função química? 

--> RESPOSTA: Num ácido com mais de 2 hidrogênios ionizáveis, com raras exceções, a equação de dissociação se faz em mais de uma etapa. Isso ocorre porque o ânion ácido formado é um ácido mais fraco que o ácido original e é improvável para mais de um próton (H+) ser liberado do ácido ao mesmo tempo.

As reações podem ser montadas da seguinte forma:

- Primeiro, precisamos conhecer a estrutura molecular do ácido em questão.

.

 1) 2) 3)

 1) Ácido fosfórico (H3PO4); 2) ácido sulfúrico (H2SO4); 3) ácido bórico (H3BO3).

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- Depois, devemos olhar na estrutura do ácido quais átomos de H são ionizáveis. São esses hidrogênios que serão liberados como íons H+ quando o ácido se dissolver em água. Apenas os hidrogênios ligados aos átomos de oxigênio são ionizáveis; qualquer H ligado a outro átomo que não o O não será ionizável.

.

1)  2) 3) 4)

1) O ácido fosfórico (H3PO4) possui 3 hidrogênios ionizáveis, pois todos estão ligados aos oxigênios. O ácido fosforoso (H3PO3) possui 3 hidrogênios, mais apenas 2 deles são ionizáveis (aqueles que estão ligados aos oxigênios). O terceiro hidrogênio se liga diretamente ao átomo de fósforo, logo não pode se soltar na forma de íon H+ e por isso ele não é ionizável, permanecendo no ânion mesmo depois da neutralização total do ácido. Por causa disso, o ácido fosforoso é um diácido. O ácido hipofosforoso tem 3 hidrogênios, 2 ligados ao P central e o terceiro ligado a um dos oxigênios. Por conseguinte, ele possui apenas um hidrogênio ionizável e portanto é um monoácido. 2) O ácido carbônico (H2CO3) é um conhecido diácido, pois todos os seus hidrogênios são ionizáveis. 3) O ácido fórmico (H2CO2) é um monoácido, possuindo apenas um hidrogênio ionizável. O H ligado ao átomo de C não é um hidrogênio ionizável. 4) O ácido acético (CH3COOH) presente no vinagre é um monoácido, pois possui apenas um H ionizável. Os 3 hidrogênios ligados aos átomos de C não são ionizáveis e permanecem na estrutura do íon acetato, CH3COO-. Não é possível para o íon acetato todos os 4 hidrogênios serem liberados em solução.

.

 

.

- O próximo passo é montar as equações em etapas, em que o ácido libera um hidrogênio de cada vez.

Veremos por exemplo o caso do ácido sulfúrico (H2SO4), que é um ácido com 2 H´s ionizáveis. Ao se dissolver em água, ele irá liberar um próton primeiro e depois o outro.

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H2SO4 <--> H+ + HSO4- <--> 2H+ + SO4-2

.

O íon hidrogenossulfato, sulfato ácido ou bissulfato (HSO4-) também contém um H ionizável e, portanto, também é um ácido, mas sua constante de ionização (força) é menor que a do H2SO4. Logo, essa espécie estará presente em solução especialmente em soluções concentradas de ácido sulfúrico.

A reação de neutralização com bases contendo apenas um íon OH- (monobases) tais como o NaOH (hidróxido de sódio) pode ser encarada como sendo uma reação em duas etapas:

.

1- H2SO4 + NaOH --> NaHSO4 + H2O

2- NaHSO4 + NaOH --> Na2SO4 + H2O

Reação global:

H2SO4 + 2NaOH --> Na2SO4 + 2H2O

Se durante uma reação de neutralização a base estiver em menor quantidade, será formado o sulfato ácido de sódio (ou bissulfato de sódio, NaHSO4) como produto. 

Outro exemplo inclui o ácido fosfórico, H3PO4, que possui 3 hidrogênios ionizáveis. Sua ionização se dá em 3 etapas:

.

1- H3PO4 <--> H+ + H2PO4-

2- H2PO4- <--> H+ + HPO4-2

3- HPO4-2 <--> H+ + PO4-3

.

Cada vez que o ácido perde um próton, a reação de ionização posterior do ânion formado torna-se cada vez mais difícil.

Outro ácido que sofre ionização em etapas é o ácido carbônico, H2CO3:

.

1- H2CO3 <--> H+ + HCO3-

2- HCO3-  <--> H+ + CO3-2

.

Entretanto, o ácido é fraco, de forma que ambas as etapas se formam com mais dificuldade. Como o ácido  é fraco, a espécie química HCO3- será um ácido mais fraco ainda, de modo que a segunda etapa da reação será muito mais difícil de ser realizada. Consequentemente, a segunda etapa irá ocorrer em pequena extensão, de modo que o íon carbonato (CO3-2) ocorre em quantidades diminutas na solução. O principal ânion presente em solução será o íon bicarbonato, HCO3-.

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No caso do ácido fosforoso (H3PO3), apenas 2 dos 3 hidrogênios são ionizáveis, como já foi visto. Sua equação de dissociação em etapas fica assim:

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1- H3PO3 <--> H+ + H2PO3-

2- H2PO3- <--> H+ + HPO3-2

3- HPO3-2 <--> não ocorre

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Quando um ácido com mais de um H ionizável forma íons contendo ainda alguns H ionizáveis na fórmula, diz-se que o ácido sofreu ionização parcial.

 

É interessante notar que o ácido bórico (H3BO3), embora tenha 3 hidrogênios ligados aos oxigênios (portanto teoricamente ionizáveis), em solução se comporta essencialmente como um monoácido. Isso ocorre porque o ácido bórico apresenta uma forma peculiar de ionização: ao invés de liberar um íon H+ para a solução como os outros ácidos, ele retira dela um íon OH- proveniente de uma base ou da reação de auto-ionização da água, neste caso deixando para trás um íon H+. Forma-se o íon tetrahidroxiborato, B(OH)4-. O ácido bórico é considerado um ácido fraco.

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H3BO3 + H2O <--> H+ + B(OH)4-

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Sobre os nox dos átomos presentes, há alguns elementos que apresentam nox variável. Um mesmo elemento pode formar ácidos ou bases em que seus átomos apresentam nox diferentes. Por exemplo, o fósforo forma o ácido fosfórico (H3PO4) em que seu nox é +5, o ácido fosforoso (H3PO3, nox do P = +3) e o ácido hipofosforoso (H3PO2, nox do P = +1). Esses três ácidos contêm fósforo em diferentes estados de oxidação. O enxofre tem nox +6 no ácido sulfúrico (H2SO4) e +4 no ácido sulfuroso (H2SO3). Porém, em todos os sais de qualquer desses ácidos, os nox do elemento central do ânion (P ou S) permanece o mesmo. Por exemplo, no íon sulfato (SO4-2) proveniente do ácido sulfúrico, o nox do enxofre continua +6, permanecendo assim em todos os sais desse íon.

Há também elementos que formam bases em que apresentam nox diferentes. É o caso do ferro, que forma o hidróxido de ferro II (Fe(OH)2) e hidróxido de ferro III (Fe(OH)3), do cobre, que forma hidróxido de cobre I (CuOH) e hidróxido de cobre II (Cu(OH)2), etc. Os Os hidróxidos desses elementos formam duas (ou mais) séries de sais, em seus referidos estados de oxidação. Os sais de ferro oriundos do Fe(OH)2 conterão o íon Fe+2 (íon ferro II ou ferroso), enquanto que aqueles derivados de Fe(OH)3 conterão o íon Fe+3(ferro III ou férrico).

 

Espero ter ajudado. Me desculpe qualquer atraso em te responder. Desde já agradeço a consideração e boa sorte!

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#45- Pergunta de ERIELTON FREIRE (1) e (2) (as perguntas foram fundidas)

--> PERGUNTAS: 

1- por que que quando colocamos o isopor na acetona ele se desmancha me explique?

2- por que o isopor se desmancha quando colocado no acetona  

--> RESPOSTA: Isso acontece porque o isopor se dissolve na acetona.

O isopor é um polímero plástico formado por uma substância chamada poliestireno. O poliestireno é um plástico relativamente duro, mas no caso do isopor ele é produzido em um processo junto com um determinado gás, que infla o plástico recém-formado de modo que ele se torna leve e poroso, cheio de cavidades de gás. Esse gás era, antigamente, composto pelo freon, um CFC que destrói a camada de ozônio, hoje substituído por outro composto (geralmente gás carbônico, CO2). O gás constitui até 90% da composição do isopor, fazendo com que ele seja extremamente leve e um excelente isolante térmico. O poliestireno é formado no processo de polimerização do estireno (vinil-benzeno), um hidrocarboneto derivado do petróleo.

 

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Estrutura do poliestireno ((C8H8)n), substância que forma o isopor.

O poliestireno é um hidrocarboneto apolar e por isso tende a se dissolver em solventes apolares ou de baixa polaridade. A acetona (C3H6O) é um composto capaz de dissolver tanto compostos polares quanto apolares. Ela dissolve lentamente o poliestireno rígido, e muito mais facilmente o poliestireno expandido (isopor), devido à maior superfície de contato. Ao penetrar as cavidades, a acetona se difunde pela estrutura e dissolve o poliestireno presente, causando colapso em sua estrutura sólida formando uma massa pastosa e liberando o gás das cavidades. Em excesso, ela pode dissolver o isopor formando uma pasta semilíquida e, se a solução for evaporada, o resultado é uma massa sólida e quebradiça de poliestireno sem gás de enchimento. O poliestireno não se dissolve completamente por causa de sua elevada massa molecular. Outros solventes orgânicos, como a gasolina (formada principalmente por isoctano, C8H18), o clorofórmio (CHCl3), álcool isopropílico (iso-C3H7OH) e benzeno (C6H6) também atacam o isopor. No caso da gasolina, forma-se uma massa plástica flexível que pode servir como uma cola. A dissolução do isopor na gasolina é bem rápida. Trata-se portanto de um processo físico, já que não houve alteração na estrutura molecular dos constituintes. Simplesmente a parte sólida do isopor (polímero) se dissolveu parcialmente na acetona enquanto o gás preso nas cavidades do plástico foi liberado.

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Isopor se dissolvendo na acetona.

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Para complementar ainda mais essa resposta, veja algumas explicações e experiências com isopor e acetona AQUI, AQUI e AQUI. 

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#44- Pergunta de MIKAELLE (1)

--> PERGUNTA: por favor me ajuda preciso disso pra amanha de manha.. quando o atomo de mercurio recebe e perde determinada quantidade de energia, ele se transforma em algum tipo de ion? porque? obrigado desde ja

--> RESPOSTA: Depende da quantidade de energia. Se essa energia for acima do valor da energia de ionização (EI) do mercúrio (primeira EI = 1007,1 KJ/mol; segunda EI = 1810 KJ/mol), haverá a formação de íons (Hg2+2 e Hg+2, respectivamente). Caso contrário, o átomo poderá atingir o estado excitado sem contudo formar íons.

 Ao receber energia em uma lâmpada fluorescente, o átomo de Hg absorve energia até atingir o estado excitado, ou seja, os elétrons saltam para uma camada de maior energia. Se receber energia suficiente (equivalente aos potenciais de ionização), o(s) elétron(s) salta(m) para fora do átomo e íons são formados.

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Em uma lâmpada fluorescente, elétrons são lançados contra átomos de mercúrio em forma de vapor, fazendo com que ele absorva energia e atinja o estado excitado. Ao regressar ao estado fundamental, o átomo de Hg emite energia na forma de luz (geralmente ultravioleta). A lâmpada é revestida internamente por um composto fluorescente que emite luz branca ao ser atingido por luz ultravioleta. Se os elétrons contiverem energia suficiente (mais de 1007 KJ), pode induzir o átomo a formar íons.

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Numa lâmpada fluorescente comum, elétrons são lançados de um eletrodo a outro em alta velocidade e com um conteúdo energético bastante elevado. Ao se chocar a um átomo de Hg do vapor de mercúrio ele transfere a maior parte de energia para ele, fazendo com que ele atinja o estado excitado e se for propício, formar um íon. Ao retornar ao estado fundamental, esse átomo emite elergia sob a forma de radiação, produzindo uma luz esbranquiçada (às vezes esverdeada) contendo grande quantidade de radiação ultravioleta de alta energia. Espero que isso esclareça sua dúvida.

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#43- Pergunta de EMILY CARLA (1)

--> PERGUNTA: Olá, não sou muito boa em química, mas gostaria de melhorar, meu professor tá ensinando os tipos de ligações, e às vezes eu não entendo algumas coisas, gostaria que você me explicasse se pudesse, essa parada de nox, oxidação...por favor! beijos 

--> RESPOSTA: Me perdoe pelo atraso em responder. As ligações químicas se dividem em três categorias básicas: iônica, covalente e metálica. Essas ligações se formam em função da quantidade de elétrons de valência que o átomo do elemento possui: se os elementos envolvidos tiverem menos de 4 elétrons na camada de valência (metais), a ligação entre eles será uma ligação metálica; se eles tiverem mais de 4 elétrons (não-metais), a ligação entre eles será do tipo covalente e se ocorrer entre um metal e um não-metal, a ligação será iônica. Não vou explicar muito a fundo as características dessas ligações aqui, pois neste site já há um tópico específico sobre esse assunto. Veja sobre isso nos links abaixo:

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Veja nos seguintes artigos deste site:

--> Ligações Químicas

--> Como Saber as Valências dos Elementos

--> Como se Ligam os Elementos Químicos

--> Como Montar Fórmulas Químicas

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Nox (Número de Oxidação) é a carga elétrica que um determinado elemento apresenta em uma substância, e está diretamente relacionada à eletronegatividade apresentada pelos elementos. É a carga elétrica real (íons) ou teórica (em compostos covalentes) que um elemento pode assumir em uma substância.

Em toda substância simples (formada por átomos de um mesmo elemento), o nox dos átomos constituintes é igual a zero, pois não há qualquer diferença de eletronegatividade entre eles, pois todos os átomos de um mesmo elemento têm a mesma eletronegatividade. O nox dos átomos de ferro no ferro metálico (Fe) é igual a 0, nos oxigênios no O2 também é zero, nos iodos no I2 também, e assim por diante.

Em substâncias compostas, o nox vai depender da diferença de eletronegatividade entre os elementos presentes. No cloreto de sódio (NaCl, sal de cozinha), que é um composto iônico, os nox dos elementos é igual à carga dos íons. O NaCl é formado por um agregado de íons Na+ (íon sódio) e Cl- (íon cloreto), de modo que o nox do Na é +1 e o do Cl é -1. Nos compostos iônicos o nox dos elementos presentes é uma carga elétrica real, devido à presença de íons:

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--> KCl (cloreto de potássio): nox do K = +1; nox do Cl = -1

--> CaF2 (fluoreto de cálcio): Ca = +2; F = -1

--> FeCl3 (cloreto férrico): Fe = +3; Cl = -1

--> Ho2O3 (óxido de hólmio): Ho = +3; O = -2

--> MgS (sulfeto de magnésio): Mg = +2; S = -2

.

Em compostos covalentes como H2O, NH3, H2S, SiH4, PCl3, GeBr4, CO2, SO2, CH4, C8H18, H2SO4, HNO3 e HCl, não há a presença de íons (exceto quando os ácidos estão dissolvidos em água). Como determinar os nox dos elementos?

Nestes casos, o nox é definido como a carga elétrica teórica que o elemento iria assumir se as ligações covalentes fossem rompidas. Os elétrons das ligações ficariam com o elemento mais eletronegativo. Para o HCl (ácido clorídrico), temos:

.

.

--> Eletronegatividade dos elementos: H = 2,2; Cl = 3,0 (Cl é mais eletronegativo)

--> Logo, se as ligações forem rompidas, os elétrons ficam com o Cl: HCl <--> H+ + Cl-

--> Portanto, nox do H = +1 e nox do Cl = -1.

.

No caso de H2O (água), a eletronegatividade do O = 3,5, logo ele é mais eletronegativo e seu nox será -2. No NH3 (amônia) (eletronegatividade do N = 3,0), o nox do N = -3. No PCl3 (tricloreto de fósforo), a eletronegatividade do P = 2,4 e a do Cl = 3,0, o nox do P = +3 e o do Cl = -1. No CH4 (metano), a eletronegatividade do C (2,5) é maior que a do H e ele possui nox -4. No caso do SiH4 (silano)(eletronegatividade do Si = 2,0), o hidrogênio apresenta nox negativo (-1), pois ele é mais eletronegativo que o silício (nox = +4).

No caso de uma molécula com mais de 2 átomos como o H2SO4 (ácido sulfúrico), há mais de um elemento com nox positivo e/ou negativo. Sabemos que a eletronegatividade do H = 2,2, a do O = 3,5 e a do S = 2,5. Analisando a estrutura da molécula, podemos facilmente identificar os nox dos elementos presentes:

.

 

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O átomo de enxofre está ligado somente aos átomos de O (a 2 por meio de uma ligação dativa ou dupla (depende do autor)) e a outros dois por meio de uma ligação simples. Logo, o S forma 6 ligações covalentes com os átomos de O. Os H se ligam cada um a 2 dos 4 oxigênios. O O é mais eletronegativo que o S e o H, de modo que seu nox é -2. O nox do H é +1 (como em todo ácido) e o nox do S será, portanto, +6.

Veja sobre regras práticas de determinação do nox AQUI.

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Reações de oxidorredução são reações em que há transferência de elétrons entre as espécies químicas participantes, de modo que há mudança nos nox dos átomos presentes. Um exemplo bem comum deste tipo de reação é a reação que ocorre entre ácidos e metais:

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Zn + 2HCl --> ZnCl2 + H2

.

Nessa reação, o zinco metálico (substância simples) reagiu com o ácido formando o cloreto de zinco (substância composta) e gás hidrogênio (outra substância simples). Em toda substância simples, os nox dos elementos é zero. Com isso, temos:

.

Lado dos reagentes:

- Nox do Zn = 0

- Nox do H = +1

- Nox do Cl = -1

Lado dos produtos:

- Nox do Zn = +2

- Nox do H = 0

- Nox do Cl = -1 (não mudou).

.

Como podemos ver, houve uma transferência de elétrons do metal zinco para os H do ácido, causando alteração no nox desses elementos: o nox do Zn muda de 0 para +2 (perde 2 elétrons), enquanto o do H muda de +1 para 0 (cada H ganha 1 elétron). Diz-se que o Zn deslocou o H do ácido.

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--> A espécie que ganha elétrons na reação é o AGENTE OXIDANTE do processo.

--> A espécie que perde os elétrons é o AGENTE REDUTOR do processo.

--> O oxidante sofre redução durante o processo e vice-versa.

As reações de oxidação e redução são acopladas: sempre que uma espécie sofre redução, ela o faz a custa da oxidação da outra espécie. Não há redução sem oxidação e vice-versa.

Outro exemplo de reação de oxidorredução são as reações de combustão (queima), em que o oxidante é o oxigênio (O2) do ar:

C + O2 --> CO2

Reagentes: nox do C = 0 e o do O = 0

Produtos: nox do C = +4; nox do O = -2.

- Redutor: C

- Oxidante = O2

.

CH4 + 2O2 --> CO2 + 2H2O

Reagentes: Nox do C = -4, nox do H = +1 e nox do O = 0

Produtos: Nox do C = +4, nox do H = +1 (não muda) e nox do O = -2.

- Redutor: CH4

- Oxidante = O2

.

Reações de oxidorredução ocorrem constantemente no interior dos organismos vivos, em pilhas, no ferro quando enferruja e em alguns alimentos como o suco de laranja exposto ao ar. Veja mais sobre reações desse tipo na Pergunta de WILLIAN NUNES (número #23 na página 5).

Espero que essas respostas te ajudem muito! Obrigado pela consideração.

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#42- Pergunta de ALEXANDRE CAVALCANTE DE LIMA (1)

--> PERGUNTA: Cara me ajuda por favor,preciso das respostas pra amanhã de manha... 1-Por que os orbitais só podem comportar dois elétrons ? E como podemos descrever as propriedades dos elétrons no modelo quantico-ondulatório ? 2-O comprimento de ligação Cl-O no íon perclorato (ClO4-) medido experimentalmente é 144pm.No entanto,quando se mede o comprimento da ligação( Cl-O) simples,o valor encontrado é 172 pm,enquanto a ligação (Cl = O) DUPLA é 140 pm.Explique esse resultado baseado na estrutura de Lewis e indique qual sera a mais estavel.justifique sua escolha .  

--> RESPOSTA: 1) Para entender porque um orbital comporta 2 elétrons, você precisa ter algumas noções sobre o movimento de spin dos elétrons. Todos os elétrons apresentam um movimento de rotação em torno de si mesmo chamado spin. Um elétron pode girar tanto no sentido horário quanto no anti-horário, apresentando valores de spin considerados arbitrariamente como +1/2 ou -1/2. Sempre que uma carga elétrica se encontra em movimento, ela gera em torno de si um campo magnético. Os elétrons se repelem, pois eles possuem cargas de um mesmo sinal (negativa), portanto a única interação que pode mantê-los num mesmo orbital é a interação magnética causada por seus spins. Elétrons com o mesmo spin no mesmo orbital se comportam como se dois ímãs com polos magnéticos iguais apontados entre si (N com N ou S com S) fossem empurrados um contra o outro, de modo que entre eles há uma repulsão magnética que juntamente com a repulsão elétrica faz com que haja uma forte repulsão entre eles, de modo que um elétron expulsa o outro do orbital onde está (spins de mesmo sinal se repelem). Se os elétrons tiverem spins opostos, a repulsão elétrica é compensada por uma atração magnética (spins diferentes se atraem) e ambas se cancelam, pois cada elétron se comporta como ímãs com polos diferentes apontados entre si. Com isso um élétron "não percebe" o outro dentro do orbital, pois as interações entre eles (elétricas e magnéticas) simplesmente se anulam.

Elétrons com spins opostos apresentam uma atração magnética que compensa a repulsão elétrica entre eles, possibilitando assim que dois elétrons possam ocupar o mesmo orbital.

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Um terceiro elétron adicionado nesse orbital seria "aceito" por um deles (aquele com spin oposto ao seu), mas seria repelido pelo outro. Qualquer que seja seu valor de spin, terá nesse orbital um elétron com valor igual, de modo que prevalece a força de repulsão entre eles e esse elétron extra é "enxotado" do orbital.

Se forem quatro, cada elétron atrairá os outros com spins opostos, mas será repelido pelos outros com spin igual. Logo, é inviável que mais de 2 elétrons tentem ocupar o mesmo orbital.

Resumindo:

- Elétrons com spin igual se repelem fortemente e não podem ficar num mesmo orbital;

- Elétrons com spins opostos podem ocupar o mesmo orbital sem problemas (interações entre eles se anulam);

- Se no orbital houver 3 ou mais elétrons, haverá pelo menos 2 elétrons com o mesmo spin (não podem ficar num mesmo orbital)

Por isso que um orbital só pode comportar 2 elétrons.

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Elétrons com spins iguais se repelem fortemente, devido à combinação entre a repulsão elétrica e a repulsão magnética, enquanto elétrons com spins opostos não se repelem devido ao fato de que a repulsão elétrica ser contrabalanceada pela atração magnética. 2 elétrons com mesmo spin não podem ocupar um mesmo orbital (Princípio de Exclusão de Pauli), portanto não há como 3 ou mais elétrons ocuparem o mesmo orbital. 

.

 

Agora, vamos à outra pergunta.

Um elétron se comporta ao mesmo tempo como uma partícula e uma onda eletromagnética dependendo do observador e apresenta velocidade tão elevada que ambas as propriedades se "misturam". Não é possível saber ao mesmo tempo a velocidade e a posição de um elétron em um dado momento (Princípio da incerteza de Heisenberg), logo não é possível ver um elétron. Como não dá para ver onde está o elétron e ele tem uma velocidade alucinante, é como se ele estivesse "espalhado" em uma determinada região do átomo onde há maior probabilidade de ele ser encontrado. Essas regiões estacionárias são chamadas de orbitais.

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Alguns orbitais e seus formatos característicos.

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2) A discrepância observada se deve ao estabelecimento de um híbrido de ressonância. Neste caso, as ligações simples e as duplas trocam de lugar com uma velocidade tão grande que se "misturam" formando uma ligação híbrida cujo comprimento é igual à média entre 3 ligações duplas e 1 ligação simples. Diz-se que as ligações simples e duplas se encontram deslocalizadas. A carga negativa também está deslocalizada entre os 4 oxigênios. No ácido perclórico (HClO4), o H ligado a um dos oxigênios impede o estabelecimento do híbrido de ressonância, de modo que em uma molécula do ácido os comprimentos das ligações batem com os comprimentos previstos. Como a estrutura híbrida é muito mais estável, é mais favorável que ela se forme, daí o H do ácido ser eliminado na forma de cátion para que o íon perclorato (ClO4-) possa manifestar o híbrido de ressonância. A maioria dos ácidos oxigenados fortes apresentam um ânion estabilizado por ressonância por isso tendem a liberar os H na forma de íons H+.

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Estruturas de Lewis para as formas de ressonância do íon carbonato (CO3(-2)). 

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#41- Pergunta de ANA COL (1)

--> PERGUNTA: as ligações metálicas seguem a regra do octeto?

--> RESPOSTA: Na maioria das vezes não. A ligação metálica é uma ligação formada entre átomos de metais que perdem elétrons em conjunto, formando cátions e elétrons livres que permanecem entre os cátions na forma de uma nuvem de elétrons. Os cátions se organizam em um retículo cristalino enquanto os elétrons se movem entre eles, de modo que todos os cátions se repelem entre si ao mesmo tempo que atraem os elétrons ao redor, permanecendo assim numa posição de equilíbrio. Contudo, nem todos os átomos do metal estão na forma de cátion, pois alguns elétrons tendem a retornar ao cátion formando o átomo neutro ou um íon que não perdeu todos os elétrons, de forma que alguns não obedecem o octeto. Numa amostra de magnésio (Mg) metálico, por exemplo, existem íons Mg+2  e elétrons livres entre eles, mas alguns elétrons voltam para o cátion formando o íon muito instável Mg+ (com a camada de valência incompleta com 1 elétron) e átomos neutros de Mg. Esses átomos neutros e íons instáveis são continuamente formados e desfeitos em toda a amostra do metal. Com isso, nem todos os átomos de Mg estão com o octeto completo, por isso a ligação metálica não segue satisfatoriamente a regra do octeto, daí a tendência de muitos metais em ser oxidados.

 

Alguns modelos de ligação metálica. Note que os elétrons não pertencem a nenhum átomo em particular.

 

 

 

Entendeu?

Ver também: LIGAÇÕES QUÍMICAS 

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#40- Pergunta de ANARELA (1)

--> PERGUNTA: Gostaria de saber se é possível "teoricamente" fazer a seguinte "mistura" Zn(OH)2+ Eugenol---> Eugenalato de Zn+ H20 Eug. ZN + H20 + CaCO3 ----> o q forma??? O que acontece?? A molécula de H20 interage com CaO3 e forma CO2 + Ca (OH)2??? além do Eugenalato de Zn?? Aguardo ansiosa!! Obrigada

--> RESPOSTA: Sim, é possível e muito usada em odontologia. Essa reação é importante durante uma cirurgia de canal dentário, pois a mistura do eugenol (óleo de cravo) com o óxido de zinco é um importante componente do cimento odontológico usado na selagem temporária dos orifícios, com função anestésica e bactericida devido ao eugenol. O eugenolato de zinco é um complexo do tipo quelato covalente que se forma na reação entre o óxido de zinco (ZnO) e o eugenol (C10H12O2) catalisada pela presença de água e sais metálicos. O óxido de zinco é um pó branco finamente dividido, enquanto o eugenol é um líquido oleoso com forte cheiro de cravo. Ele é um fenol com leve caráter ácido, mas a reação do ZnO com o eugenol não é uma reação de salificação comum, pois não há formação de íons. Forma-se um complexo de coordenação em que o átomo de Zn se liga a 2 moléculas de eugenol. Essa reação é um exemplo de reação de complexação, típica dos metais de transição.

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Estrutura do eugenol. 

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O eugenolato de zinco é um complexo de coordenação do zinco covalente e insolúvel em água, cujos cristais formam fibras que tendem a atuar como uma "cola", ligando os cristais de carbonato de cálcio ou de óxido de zinco que não reagiu, levando à formação de um cimento que sela o orifício cirúrgico feito no dente. Por conter eugenol, ainda tem função anestésica e bactericida.

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Os dois componentes são misturados até adquirirem uma consistência de borracha, sendo então introduzida no orifício aberto no dente durante a cirurgia. Essa mistura endurece e sela o orifício. A essa mistura é adicionada ainda outros componentes como resinas, óleo mineral, bálsamo-do-canadá, sais metálicos (atuam como catalisadores) e o carbonato de cálcio (CaCO3), que ajuda na cimentação.

O eugenolato de zinco é um composto insolúvel em água que forma fibras que se prendem a cristais de ZnO que não reagiu e a cristais do CaCO3 adicionado, formando uma malha resistente que constitui o cimento dentário provisório usado pelos dentistas.

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Espero ter ajudado...

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Veja mais sobre isso AQUI, .

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#39- Pergunta de FLÁVIA FERNANDES (2)

--> PERGUNTA: (Fatec-SP) Dadas as equações:

 C3H8(g) + 5O2(g) -> 3CO2(g) + 4H2O(l) Entalpia PF= -2220 kJ

 C(s) + O2(g) -> CO2(g) Entalpia PF= -394kJ

 H2(g) + 1/2O2 (g) -> H2O Entalpia PF= -286kJ.

 O gás propano, um dos constituintes do gás de cozinha, pode ser produzida a partir da reação de C(s), e H2(g). A variação da entalpia de reação de formação de 1 mol de gás propano a partir das equações mencionadas acima, em kJ/mol é:

a) +1540

b) +752

c) -106

d) -2900

e) -4546

Me ajuda, pois segundo os meus cálculos deveria resultar em -86 e como pode ver não bate com nenhum dos possíveis valores. Não sei o que estou fazendo de errado. 

 

 

 

 

--> RESPOSTA: Para efetuar este cálculo, você precisa saber que a reação de formação do propano a partir de seus constituintes (C e H) é um processo exotérmico, ou seja, a variação de entalpia é negativa, logo, por exclusão, não podem ser as alternativas a e b. Para achar o valor você deverá seguir os seguintes passos que vou te ensinar:

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1- Monte uma tabela com cada reação e seu respectivo valor de ΔH:

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C(s) + O2(g) --> CO2(g)

ΔH = -394 kJ

H2(g) + 1/2O2(g) --> H2O(l)

ΔH = -286 Kj

C3H8(g) + 5O2(g)  --> 3CO2(g) +4H2O(l)

ΔH = -2220 kJ

 

 

3C(s) + 4H2(g) --> C3H8(g)

ΔH = ?

 

 

 

 

.

2- Ajuste todos os índices para que a quantidade dos reagentes e produtos das 2 primeiras reações se iguale com os da terceira. Devem haver 3 carbonos e 8 hidrogênios nas duas primeiras reações como substâncias simples e na terceira como propano. Multiplique também os valores de ΔH.

 

 

3C(s) + 3O2(g) --> 3CO2(g)

ΔH = -1182 kJ

(x3)

4H2(g) + 2O2(g) --> 4H2O(l)

ΔH = -1144 KJ

(x4)

C3H8(g) + 5O2(g)  --> 3CO2(g) +4H2O(l)

ΔH = -2220 kJ

. 

3- Inverta totalmente a última reação (queima do propano), inclusive o valor de ΔH.

 

 

3C(s) + 3O2(g) --> 3CO2(g)

ΔH = -1182 kJ

4H2(g) + 2O2(g) --> 4H2O(l)

ΔH = -1144 Kj

3CO2(g) +4H2O(l) --> C3H8(g) + 5O2(g)

ΔH = +2220 kJ

 

 

 

 

.

4- Cancele qualquer elemento repetido nas reações e que não participe da reação de formação do propano e some todos os valores de ΔH resultantes dos processos. O valor obtido é a entalpia de formação do propano.

.

3C(s) + 3O2(g) --> 3CO2(g)

ΔH = -1182 kJ

4H2(g) + 2O2(g) --> 4H2O(l)

ΔH = -1144 Kj

3CO2(g) + 4H2O(l) --> C3H8(g) + 5O2(g)

ΔH = +2220 kJ

3C(s) + 4H2(g) --> C3H8(g)

ΔH = -106 kJ

 

 

 

 

 

De acordo com o resultado obtido, a reação de formação do propano tem uma variação de entalpia de -106 kJ.

A alternativa correta é a letra c.

Provavelmente você errou na hora de inverter a última reação ou talvez inverteu outra ou somou errado. Este método (método de Hess) é bem fácil de fazer. Peço desculpas pelo atraso em te responder. Eu estava ocupado fazendo as provas e os trabalhos da faculdade. Até a próxima!

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#38- Pergunta de FLÁVIA FERNANDES (1)

--> PERGUNTA:  O que acontece com a temperatura da soluçao quando o cloreto de amônio (NH4Cl) se dissolve em água formando uma solução de caráter ácido - pH inferior a sete - na qual ocorre absorção de calor (ΔH = + 3,9 kcal/mol)? a) decompõe a água. b) aumenta. c) diminui. d) permanece a mesma. e) aumenta a concentração do soluto. Explique por favor, pois para mim como a reação é endotérmica deveria aumentar a temperatura. E não o contrário

--> RESPOSTA: Altenativa C. O cloreto de amônio (NH4Cl) é um sal que absorve calor ao se dissolver em água, fazendo com que a solução se torne mais fria durante a dissolução. A solução resultante apresenta uma temperatura abaixo da temperatura ambiente e um leve caráter ácido, ocasionado pela hidrólise do íon amônio presente, formando a base fraca hidróxido de amônio (NH4OH) e liberando íons H+:

.

NH4+ + H2O <--> NH4OH + H+

 

 

 

 

.

Devido ao excesso de íons H+ presentes e à baixa dissociação do hidróxido de amônio, a solução será predominantemente ácida.

A dissolução do NH4Cl em água é um processo endotérmico, ou seja, necessita absorver calor do ambiente para se realizar. O sinal positivo da variação de entalpia significa que o processo absorveu energia externa para ocorrer. No caso contrário (negativo), o processo perde energia para o meio e o processo é exotérmico. Por causa disso, o cloreto de amônio se dissolve muito mal em água gelada, uma vez que ele não consegue absorver energia para se dissolver nessas condições, mas se dissolve muito bem em água quente, por ela ter calor "de sobra". Isso significa que o processo endotérmico diminui a temperatura, pois ele está "puxando" o calor "para dentro", o que faz com que a área em torno fique mais fria, enquanto o processo exotérmico aumenta a temperatura por liberar calor "para fora". Esta é uma das dúvidas mais comuns em Termoquímica.

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Devido ao seu processo de dissolução ser endotérmico, o cloreto de amônio (e alguns outros compostos de amônio) é muito utilizado como produto químico em bolsas térmicas instantâneas frias para contusões. Ao ser golpeada, uma seção da bolsa que contém o sal sólido se rompe e este entra em contato com a água e, ao dissolver, absorve calor fazendo com que a bolsa se torne gelada.

 Espero ter ajudado...

 

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#37- Pergunta de BRUNO BRAGA (1)

--> PERGUNTA: Ola achei muito interessante sua iniciativa, e muito bom saber que podemos contar com alguém quando precisamos, ainda mais alguém com sua experiencia. Bem minha duvida e a seguinte trabalho na área de eletrônica e uso fluxos para remover a oxidação da solda e para limpar esse fluxo usamos álcool isopropílico, li essa ficha sobre esse álcool e achei estremante preocupante pois segundo a ficha diz que pode provocar vários danos a saúde. E isso tudo que diz na ficha e como usar isso sem atrapalhar o trabalho? Como ministro curso na area de eletronica me preocupa que outras pessoas podem esta usando uma coisa que pode ser altamente danosa a saúde. http://www.oswaldocruz.br/download/fichas/%C3%81lcool%20isoprop%C3%ADlico2003.pdf 

--> RESPOSTA:

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álcool isopropílico

 

álcool isopropílico, isopropanol ou 2-propanol (C3H8O) é tóxico se absorvido pela pele ou inalado em grande quantidade, porém ele não é considerado um produto muito tóxico, pois pode ser encontrado na composição de alguns cosméticos e loções de barbear. Se inalado, ele tem efeito anestésico e pode causar tontura; em contato com os olhos, pode causar lesões, mas não é muito difícil prevenir isso. Basta tomar as medidas de segurança necessárias para evitar a intoxicação, como o uso de luvas, máscaras, óculos de segurança e, se possível, um avental apropriado. Evite contato prolongado com a pele, contato do vapor com os olhos e a inalação. O efeito tóxico do álcool isopropílico se baseia entre outras coisas no fato de, ao penetrar no organismo, ele ser convertido em acetona por oxidação. A acetona, como todos sabem, atua como uma droga se for inalada. Além disso, os efeitos anestésicos do álcool podem causar desmaios. Portanto, é só tomar cuidado ao lidar com esta substância, assim você poderá trabalhar com ela sem perigo pra sua saúde.

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#36- Pergunta de NANA (1)

 

 

 

 

--> PERGUNTA: gostaria de saber qual o motivo da lavagem do fio apos cada experimento da chama!? Obrigada 

--> RESPOSTA: O motivo da lavagem é remover os restos que sobraram do último teste, que ficaram aderidos ao fio de platina. Estes resíduos geralmente atuam como impurezas que podem interferir seriamente no próximo teste, tornando difícil a caracterização do elemento testado pela cor da chama, uma vez que vestígios do último teste podem mostrar sua cor na chama, que vai se misturar com a cor da substância testada, formando uma cor diferente, ou mesmo mascarando ("escondendo") a cor da chama do elemento testado. Por exemplo: um fio foi usado para testar a presença de sódio (que produz uma chama amarela) e não foi lavado, mas foi usado depois para testar a presença de potássio (que produz uma chama lilás) em outro teste. A cor da chama do sódio no resíduo aparece e predomina sobre a cor do potássio, mesmo que o último esteja em maior quantidade, de modo que a chama aparece amarela. A cor do potássio "desaparece" e só pode ser vista através de um vidro de cobalto, que filtra a cor do sódio.

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Chama do sódio (esquerda) e chama do potássio (direita). 

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.

Peças de vidro azul de cobalto.

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Se este mesmo fio fosse usado para testar a presença de boro (que produz uma chama verde), a chama observada será verde-amarelada, e se for usado para testar lítio (chama de cor magenta (rosa choque avermelhado)), a chama aparecerá vermelha, confundindo-se com a do estrôncio. Se isso acontecer, processos de análises ficarão bem mais difíceis. O fio deve obrigatoriamente ser feito de um material inerte (que não reage com os compostos que entram em contato), como a platina ou níquel-cromo bem limpo. Caso contrário, o próprio material do fio poderá participar do teste e mudar a cor das chamas, como o cobre, que se oxida e confere à chama uma cor verde-azulada. Logo, a presença de restos do teste anterior poderá descaracterizar completamente o próximo teste, daí a necessidade de se lavar o fio. Este é geralmente guardado imerso em ácido clorídrico, que dissolve facilmente a maioria dos resíduos aderidos, removendo-os.

 Entendeu?

.

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Chamas do lítio (esquerda), boro (meio) e estrôncio (direita). Uma amostra de lítio contaminada com sódio pode apresentar uma chama com a cor parecida com a do estrôncio.

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Chama do bórax (tetraborato de sódio). Note a cor verde-amarelada, formada pela mistura das cores das chamas do boro e do sódio. Uma amostra de boro contendo sódio apresenta uma chama de cor diferente que pode ser confundida com as chamas do manganês e molibdênio em alguns testes.

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Tabela ilustrando as cores das chamas de alguns elementos (veja mais AQUI).

 

 

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 #35- Pergunta de ... (anônimo) 2

(por email)

--> PERGUNTA: O que vem a ser o coqueamento do petróleo?  Em que o coque produzido pode ser utilizado?

--> RESPOSTA: O coqueamento é um processo no qual resíduos pesados e em geral pouco aproveitados de petróleo recebem um tratamento térmico, de modo que o material pesado que forma essa fração do petróleo começa a sofrer um processo de decomposição pelo calor (pirólise), ocorrendo formação de hidrocarbonetos mais leves (tais como o diesel, o querosene, gasolina, etc). O resíduo do processo de pirólise da fração é o coque, um sólido preto de aspecto similar à grafite (em muitos casos), composto majoritariamente por carbono.

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Coque de petróleo. 

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Este material é extensivamente usado como agente redutor em usinas metalúrgicas, como no processo de produção do alumínio, no qual é feita a eletrólise do óxido de alumínio (alumina) fundido. O eletrodo positivo é composto por coque, que reage com o oxigênio formado na eletrólise, liberando CO2. Também é muito utilizado na redução de outros minérios a metal, embora na produção de ferro seja mais usado o coque de carvão mineral, que é melhor para esse fim. Outros usos importantes incluem processos de fabricação de outros produtos, tais como os carbetos de cálcio e silício, e também no processo de obtenção de fósforo elementar. O carbeto de cálcio (CaC2), mais conhecido por “carbureto”, é muito utilizado para a produção do gás acetileno (C2H2), útil como gás para maçaricos (produz uma chama muito quente (3000°C), útil para soldagens e corte de metais) e muito valorizado na indústria química, especialmente na produção de plásticos.

.

 

Carbeto de cálcio (CaC2), "carbureto".

Carboneto de silício SiC ("carborundum"), um composto quase tão duro quanto o diamante. Devido A sua dureza, é muito utilizado como material abrasivo. 

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O poder redutor do coque se baseia principalmente no monóxido de carbono (CO) produzido em seu processo de combustão incompleta no interior dos altos-fornos. O CO tem a característica peculiar de reduzir óxidos metálicos ao metal correspondente em altas temperaturas. Este processo também é utilizado na produção de carboneto de silício SiC (carborundum) e do fósforo elementar (P4).

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#34- Pergunta de MX (1)

--> PERGUNTA: Olá.. eu tenho muitas dúvidas sobre mols, etc. rss.. pra tentar simplificar minha dúvida: Uma questão da Vunesp, diz: Em 1 mol de molécula de H3PO4, tem-se 4 mols de átomos de Oxigênio e 1 mol de átomos de Fósforo. Ok, entendi. Porém, em uma questão da Unicamp, sobre uma fórmula química do "composto feijão com arroz" (que seria 2 Feijões para 7 Arroz), pergunta: Se no total houvesse 60 feijões no prato, quantos moles de arroz havia no prato? Fazendo regra de 3, com 60 feijões eu tenho 210 arroz. Se, de acordo com a Vunesp, eu tenho 4 átomos de O em 1 moléc. de H3PO4, porque se eu disser que no prato com 210 arroz eu tenho 210 mols de arroz está errado, sendo que ficaria por ex. (60 Feijões e 210 Arroz)? não entendo. a resposta seria 3,5x10^(-22) mols..   

--> RESPOSTA:  Não é muito difícil responder a esta pergunta. Para responder a este exercício, você deve considerar a fórmula deste composto hipotético, pois ela é fundamental para encontrar o resultado. Chamaremos neste caso o arroz de A e o feijão de F. Como a proporção é de 2 feijões para 7 arroz, então a fórmula deste composto seria F2A7.

F2A7 --> fórmula do "composto feijão com arroz".

Se houverem 60 mols de feijão no prato, significa que devem haver 60 átomos deste elemento. Logo, como não podemos desmontar a molécula (todos os átomos de F e A estão ligados em moléculas de F2A7), os 60 átomos de F estão distribuídos em 30 moléculas, já que há 2 átomos de F em casa uma. Há 7 átomos de arroz por molécula, como existem 30 moléculas, devem existir 30 x 7 = 210 átomos de A.

Não sei direito porque sua resposta foi considerada incorreta, mas talvez você não tenha considerado a fórmula química do composto na hora de responder. Talvez foi pedido quantos mols de moléculas F2A7 haviam no prato (haviam 30 mols dessas moléculas), ou foram dadas as massas do feijão e arroz para efetuar os cálculos. Dúvidas sobre mols, concentração comum, massa molecular etc você pode tirar lendo as respostas número #24 e #25 abaixo.

 

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#34- Pergunta de JOÃO ALFREDO (1)

(POR EMAIL)

 

--> PERGUNTA:Olá vi uma resposta sua neste endereço sobre o clorato de potássio: http://br.answers.yahoo.com/question/index;_ylt=AnpULPeNHSnaGhQfCCnX.tDJ6gt.;_ylv=3?qid=20101223160220AAaH66O.
Gostaria de saber como fabricar clorato de potássio com hipoclorito de sódio e cloreto de potássio,se pudesse me dar um passo a passo de como fazer ficaria agradecido.
 
--> RESPOSTA: Um processo bem simples de se fazer isso é simplesmente ferver uma solução de hipoclorito de sódio (água sanitária, NaClO) num recipiente de vidro pirex ou outro tipo de vidro que não quebra com o calor (nunca use um recipiente de metal). Como você viu neste local, o hipoclorito irá sofrer um desproporcionamento, se transformando em clorato de sódio (NaClO3) e cloreto de sódio (NaCl). Essa transformação começa a ocorrer por volta de 70°C. Terminado este processo, esfrie essa solução. Você irá usar também uma solução concentrada de cloreto de potássio (KCl) como o outro reagente. Coloque essa solução no congelador até que ela fique bem gelada, quase congelando. Adicione a solução fervida e resfriada de hipoclorito (que agora se transformou em clorato ) de sódio à solução gelada de KCl. Irá ocorrer a precipitação do clorato de potássio (KClO3), que é insolúvel em água muito gelada.

Procedimento passo a passo:

1- Ferva uma solução de hipoclorito de sódio por cerca de 5 minutos (não deixe ela secar, senão haverá risco de explosão!). Ela irá se transformar em clorato de sódio.

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3NaClO --> 2NaCl + NaClO3

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2- Prepare uma solução concentrada de cloreto de potássio (2 colheres de KCl sólido por copo de água)

3- Resfrie esta solução até cerca de 0°C no congelador.

4- Adicione a solução de NaClO3 resfriada à solução de KCl gelada. Haverá uma reação de dupla troca, com precipitação de clorato de potássio (KClO3), que é pouco solúvel em água muito fria.

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KCl + NaClO3 --> KClO3 + NaCl.

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5- Decante a solução ou filtre com um papel de filtro (faça isso depressa antes que a solução gelada se aqueça, senão o KClO3 se dissolverá de novo). Recolha o precipitado, formado por cristais de clorato de potássio quase puro.

 Pronto!

Se quiser, assista também este vídeo. ,

 

 

 

Espero ter ajudado...

 

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#33- Pergunta de FERNANDO (2)

--> PERGUNTA:  Onde encontro Bismuto?

--> RESPOSTA: Você poderá encontrar o bismuto na forma metálica como cristais coloridos à venda em algumas lojas de artigos para decoração, devido à beleza de seus cristais multicoloridos e iridescentes, como os vistos no final da página inicial deste site. Não conheço uma empresa específica que vende este produto, mas certos laboratórios costumam produzir cristais desse metal em laboratório e vendê-los aos aficcionados. Existem diversos sites que oferecem a venda de cristais de bismuto, porém eles costumam ser caros...

Se você quiser fazer experiências, pode encontrar vários compostos de bismuto nas composições de cosméticos e medicamentos, especialmente em maquiagens. As sombras de olhos, os blushes e os esmaltes de unha perolados contém oxicloreto de bismuto (BiOCl), responsável pelo efeito brilhante. Em muitas farmácias são vendidos remédios como o tartarato de bismuto, subsalicilato de bismuto (peptobismol), carbonato básico de bismuto, subnitrato de bismuto, etc, em geral destinados ao combate de problemas gastrintestinais. Uma característica intrigante deste elemento é que, embora ele seja levemente radioativo e cercado de elementos tóxicos por todos os lados, é completamente não-tóxico (chega a ser menos tóxico que o sal de cozinha) e inofensivo para o organismo humano.

Veja também este vídeo.

Espero ter ajudado...

 

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#32- Pergunta de FERNANDO (1)

 

 

 

 

 

--> PERGUNTA:  Olá, gostaria de saber se posso converter clorato de sódio em perclorato de sódio usando peróxido de hidrogênio à 50% e qual quantidade que devo usar de cada produto?

 --> RESPOSTA: NÃO é possível produzir perclorato de sódio (NaClO4) a partir da oxidação do clorato de sódio (NaClO3) pelo peróxido de hidrogênio (H2O2). O motivo é que o clorato de sódio é mais oxidante que o próprio peróxido, de modo que, ao invés de oxidar o clorato a perclorato, ele irá reduzí-lo a clorito de sódio (NaClO2) com liberação de oxigênio.

 

NaClO3 + H2O2 --> NaClO4 + H2O

(reação esperada)

NaClO3 + H2O2 --> NaClO2 + H2O + O2

(reação que realmente ocorre)

 

Essa reação é perigosa, pois pode ser produzido também um gás instável e explosivo, o dióxido de cloro (ClO2), especialmente em meio ácido.

Se você quiser obter o clorito, pode proceder a reação acima, mas para obter o perclorato, precisará recorrer a outros métodos.

Todos os sais oxigenados de cloro (cloritos, hipocloritos, cloratos e percloratos) são oxidantes muito fortes, e ao reagirem com H2O2, o oxidam a gás oxigênio. Esse oxigênio em geral está num estado em que carrega muita energia armazenada nas ligações (oxigênio singlete), sendo por isso especialmente reativo.

Em caso de dúvida, NÃO faça esta experiência com peróxido de hidrogênio nesta concentração, pois a reação pode ser violenta, podendo causar uma explosão. Tente realizá-la com um peróxido mais diluído.

O perclorato de sódio poderia ser preparado pelo processo de oxidação eletroquímica em um recipiente com eletrodos de platina, no qual o clorato de sódio é eletrolisado em um meio acidulado com ácido sulfúrico (H2SO4). Nestas condições, ocorre a seguinte reação:

NaClO3 + H2O --> NaClO4 + H2

O H2 é liberado no eletrodo negativo, enquanto o perclorato se forma no eletrodo positivo. Este é o processo mais eficiente de se oxidar cloratos a percloratos, mas o eletrodo de platina é difícil de conseguir...

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#31- Pergunta de MÁRIO (1)

--> PERGUNTA: como posso diminuir a umidade do oxido de alumínio perto de zero .e se este produto pode ser alterado para outro elemento químico.este e resultado de um processo de reciclagens, no momento esta sendo aterrado sem nenhuma utilização.procuro alternativas de uso em produtos final

 

--> RESPOSTA: Um modo simples de fazer isso seria o simples aquecimento prolongado do óxido de alumínio (Al2O3) a temperaturas de cerca de 600°C por algumas horas, até a água evaporar. Poderia, assim, se obter um óxido de alumínio quase isento de água, que poderia ser usado por muitas indústrias em vários processos industriais. O óxido de alumínio (conhecido comercialmente como alumina) tem muita afinidade com a água e em algumas indústrias é usado para absorver água em processos de desidratação, como no processo de desidratação do gás natural, por exemplo; é usado também como substrato para algumas reações químicas industriais (como no processo de obtenção dos isótopos radioativos do Tecnécio) ou como superfície catalisadora, combinado com outros produtos. Você poderia encaminhar esse óxido de alumínio para estes tipos de empresa, que darão a ele o tratamento adequado para ser usado nos processos. Ele é também requerido, por exemplo, como aditivo nas indústrias que fabricam cimento.

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Óxido de alumínio (Al2O3) purificado. 

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Outro uso do Al2O3 envolve reações químicas para obter outros compostos importantes de alumínio: reação com o ácido sulfúrico (H2SO4) dá o sulfato de alumínio (Al2(SO4)3), muito usado como agente floculante em estações de tratamento de água (1);pode ser usado também para obter a pedra-hume (alúmen de potássio ou sulfato duplo de alumínio e potássio, KAl(SO4)2.12H2O), usada como mordente em indústrias de couro e tingimento de tecidos (2), para produzir o hidróxido de alumínio (Al(OH)3), usado como antiácido estomacal (3), e também para produzir o alumínio metálico, por meio da eletrólise ígnea do óxido derretido em um alto-forno (4)

 

1- Al2O3 + 3H2SO4 --> Al2(SO4)3 + 3H2O

2- Al2(SO4)3 + K2SO4 + 24H2O --> 2KAl(SO4)2.12H2O

3- Al2O3 + 6H(+) (ácido) --> 2Al(+3) + 3H2O

Al(+3) + 3OH(-) (base) --> Al(OH)3

4- 2Al2O3(l) --> (Eletrólise 1000°C) --> 2Al + 3O2

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a) .......................................................... b)

 a) sulfato de alumínio; b) alúmen de potássio.

 

Como visto, existem diversas opções de uso para o óxido de alumínio. Você pode inclusive enviá-lo na forma natural para um laboratório dar o tratamento adequado para ele poder ser utilizado.

Pode ser uma boa opção de lucro vender óxido de alumínio para essas empresas, devido à grande importância do alumínio e seus compostos no mercado. Boa sorte pra você!!!

 

Atenciosamente:

 

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AVISO

Para quem acessa o site venho informar que as respostas mais antigas foram redirecionadas para este local, pois este site está no seu limite de armazenamento de dados e corre o risco de ser desativado.

Obrigado pela consideração.

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